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Rosácea: Desvendando o Diagnóstico e Estratégias de Tratamento

  • Foto do escritor: Ellene Papazis
    Ellene Papazis
  • 18 de fev. de 2024
  • 2 min de leitura

A rosácea é uma condição dermatológica que manifesta-se principalmente no rosto, caracterizada por desconforto cutâneo, vermelhidão, sensações de picadas, ardência ou formigueiro e sensibilidade a variações de temperatura. Esta patologia crônica é particularmente prevalente em pessoas de pele clara (fototipos I e II), impactando significativamente a qualidade de vida e autoestima dos afetados.


A doença oscila entre períodos de exacerbação e remissão, com eritemas e telangiectasias na zona central da face, além de pápulas e pústulas. Embora seja mais comum em mulheres a partir dos 25 anos, com um pico entre os 40 e 50 anos, os homens não estão isentos e podem experienciar formas mais severas da condição.


Sintomas e Distúrbios Associados à Rosácea

Inicialmente, a rosácea apresenta-se com vermelhidão transitória que evolui para uma vermelhidão persistente na área entre o nariz e as bochechas. Com o tempo, podem surgir lesões semelhantes a borbulhas, derrames vasculares e inchaço em várias partes do rosto. A condição pode ser exacerbada por fatores ambientais e de estilo de vida, tais como exposição ao sol, variações de temperatura, consumo de álcool, alimentos picantes e bebidas quentes.


Os pacientes frequentemente relatam desconforto na pele, vermelhidão, sensações de picada ou ardência e uma intolerância notável a temperaturas extremas. A pele pode parecer edemaciada, seca, descamativa ou áspera.


Classificação da Rosácea

A rosácea pode ser categorizada em quatro tipos principais:

Rosácea Eritemato-Telangiectásica

Rosácea Pápulo-Pustulosa

Rosácea Fimatosa Rosácea Ocular


Além disso, existem formas mais graves como a Rosácea Fulminans, Conglobata, Granulomatosa, Dermite Perioral, Rosácea Esteróide e, eventualmente, associações com dermatite seborréica e acne, conhecidas como "Dermatoses Mistas".


Rosácea - Ellene Papazis
Rosácea

Etiologia da Rosácea

A origem da rosácea é complexa, envolvendo uma combinação de disfunções nos sistemas de defesa do corpo, hipereatividade vascular, alterações degenerativas perivasculares, disfunção de peptídeos antimicrobianos e aumento da presença de ácaros (Demodex folliculorum).


Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico da rosácea é fundamentalmente clínico e pode ser desafiador devido à sua diversidade de manifestações clínicas. O tratamento não visa a cura, mas sim o controle dos sintomas para evitar a progressão da doença. É crucial afastar fatores desencadeantes e adotar uma abordagem de tratamento a longo prazo, que pode incluir terapias tópicas, cuidados específicos de fotoproteção, agentes sistêmicos e, em alguns casos, tratamentos a laser ou luz intensa pulsada. A adesão do paciente ao plano de tratamento é fundamental para o sucesso do manejo da rosácea.


Quais os Cuidados Pessoais para Tratar a Rosácea?

O autocuidado é um aspecto fundamental no manejo da rosácea, incluindo a proteção solar rigorosa, o uso de produtos suaves para a pele, a hidratação adequada e a adoção de estratégias de manejo de estresse. Além disso, é importante evitar fatores desencadeantes conhecidos e consultar regularmente um dermatologista para monitorar a condição e ajustar o plano de tratamento conforme necessário.


A rosácea é uma condição dermatológica multifacetada que exige uma compreensão abrangente e uma abordagem personalizada para o tratamento e o manejo. O avanço no entendimento de sua fisiopatogenia e o desenvolvimento de novas terapias oferecem esperança para melhorar significativamente a qualidade de vida dos indivíduos afetados.




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